Por: Roberta de Matos Vilas Boas
10/02/09 – 09h42
InfoMoney
SÃO PAULO – A procura por seguros educacionais pelas escolas cresceu em média 40% ao ano entre 2007 e 2008. Mas, apesar disso, o corretor de seguros da Âncora Seguros, especializado na área educacional, Marcelo Andrade, afirma que o produto ainda é pouco consumido, devido à falta de informações.
“Quando o produto foi criado, houve uma inserção feita de forma errada, que queimou o produto, e hoje esse é um mercado um pouco difícil”, analisa.
Crescimento e crise
Segundo Andrade, a adoção desse seguro, que visa proteger as escolas da inadimplência, tem crescido no ensino básico e superior. Porém, considerando a crise econômica, o corretor não acredita que ela poderá aumentar a adoção desse produto.
“As escolas determinam os gastos para o ano seguinte entre agosto e outubro, e a crise só se intensificou depois disso. Mas diretores deveriam considerar a adoção desse produto, pois a crise vai afetar as escolas e a grande maioria não está preparada para isso”, considera.
Planos individuais
O seguro para proteção em caso de não pagamento das mensalidades é adquirido pelas escolas, e cobre as despesas caso o aluno ou responsável tenham perdido o emprego. O produto também pode ser adquirido individualmente, pelo estudante ou pai que esteja interessado, mas Andrade alerta para o fato de que é raro encontrar uma seguradora que comercialize esse seguro individualmente.
“Quando encontra costuma ser muito caro, por causa da dificuldade de comercialização. Há um descasamento entre o que o pai gasta e o que vai receber com isso, e acaba não sendo muito vantajoso. Além disso, há dificuldade dos corretores em explicar como funciona, mas pais têm vontade de consumir”, diz.
